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  • Talyta Vargas

Solidão: making of

Talyta e a cineasta, fotógrafa e produtora cultural Camila Albrecht, ambas pedritenses, uniram-se para a criação do videoclipe da música “Solidão”, integrante do mais recente álbum de Talyta, “Fronteiras”. O videoclipe retrata o período de isolamento social que muitos de nós estamos vivenciando, em função da pandemia do Covid-19.

O objetivo foi, através de uma atmosfera rústica, intimista e leve, permitir que, mesmo em um momento de “Solidão” (retratada por alguns afazeres habituais neste período), as pessoas se sentissem dentro da casa de Talyta, dividindo com ela essa nova rotina.

Camila explica que, “para isso, a captação de vídeo foi feita em câmera na mão e inserção de efeito de pós-produção analógico. Grande parte do material foi captado com uma certa proximidade dos objetos, utilizando-se de lentes macros e planos fechados, de forma a dar a devida importância para cada detalhe da rotina retratada (imagens detalhadas do dia-a-dia de Talyta, intercaladas com performance da música na sala de sua casa). Do ponto de vista estético, se buscou uma atmosfera analógica, que remete à gravação com as antigas câmeras de filme Super 8, somada a detalhes de elementos como ervas, plantas e frutas. A referência base para composição dos planos foi o gênero de pintura Natureza Morta ou Still Life, que retratam objetos domésticos em um belo arranjo de sombra e luz”. A escolha deste estilo como um dos focos estéticos do trabalho se dá em uma tentativa de simbolizar este isolamento também como um encontro com nosso eu mais orgânico e despido de máscaras sociais.

A representação do tempo também aparece como peça chave e um forte símbolo que auxiliou na criação do roteiro - desde a gravação de elementos que remetem ao tempo de forma literal (relógios e ampulhetas), à representações mais subjetivas como fotos antigas de Talyta, despertando seu lado musical ao lado de seu pai, Nelcy Vargas. Ou mesmo as pinceladas de grandes referências para a cantora, especialmente para o álbum “Fronteiras”, como quando aparece o disco “Violarei”, de Basílio Conceição.

De uma maneira geral, além de dar a ver as potências e as sutilezas que residem nos detalhes, “Solidão” também busca pulsar um sentimento de identificação com as demais pessoas neste período de confinamento, quando a grande maioria da população se vê obrigada a lidar com suas solidões, medos e prazeres mais de perto.


Seguem alguns registros do makinf of:




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© 2019 por Talyta Vargas.